“O meu mandamento é este: amem uns aos outros como eu amo vocês. ”

João 15:12

Cor Litúrgica : roxo

Úrsula Giuliani nasceu em Mercatello, perto de Urbino, no ano de 1660. Era a sétima filha do casal Francisco e Benta, profundamente católico. Quatro de suas filhas já eram clarissas, quando apoiaram a sua caçula que, aos dezessete anos, desejou ingressar no mosteiro desta Ordem da cidade de Castello. Alí ela vestiu o hábito e tomou o nome de Verônica.

No convento ela trabalhou muito sem distinção de cargos, foi camareira, cozinheira, encarregada da despensa, enfermeira, professora das noviças e finalmente abadessa. Transformou o mosteiro numa verdadeira e especial escola de perfeição com o seu próprio exemplo, de amor ao Redentor, à sua Paixão na Cruz e à Virgem Maria. Deixando para a posteridade um legado instigante de sua prolongada e rica experiência mística.
Os registros de manifestações místicas na vida dos Santos da Igreja, não são poucos. E consideram-se místicos os fenômenos extraordinários que vivem algumas pessoas escolhidas por Deus para mostrar sua intervenção na existência terrena de seus filhos. São eles os milagres, profecias, domínio sobre fenômenos da natureza, visões, êxtases e aparições dos estigmas de Cristo no corpo. Entretanto o que ocorreu com Verônica não teria chegado até nós se não fosse a inspiração de seu diretor espiritual.

Tudo começou a partir de 1697, quando lhe apareceram no corpo os estigmas de Jesus, ou seja, passou a conviver com as mesmas chagas que martirizaram o Cristo. Nesta ocasião Verônica pediu a Jesus que os escondesse aos olhos de todos, não desejava que absolutamente ninguém soubesse o que lhe ocorria. Também não queria ser vista como uma escolhida, preferia viver na humildade. Ela conseguiu, mantendo-se reclusa em sua cela e sem contato com nenhuma pessoa fora do convento, pelo resto da vida.

E teria permanecido assim, sem que ninguém soubesse de sua história, não fosse uma ordem que lhe impôs seu confessor e diretor espiritual. Verônica teria que escrever todas as experiências místicas que vivenciava e sentia nos seus contatos com Jesus. Porém, depois não poderia reler o que havia registrado. Deste modo, ficaram para a posteridade quarenta e quatro volumes de uma fantástica vivência de trinta anos com o extraordinário.

Um dos relatos mais impressionantes, trata-se da descrição que ela fez de como lhe surgiram os estigmas. "Vi sair das santas chagas do Cristo cinco raios resplandecentes e todos vieram perto de mim. Em quatro estavam os pregos, e no quinto a lança que, candente, me transpassou o coração de fora à fora", descreveu ela. Era uma sexta-feira santa, de madrugada.

Foi numa sexta-feira também que Verônica Giuliani morreu, em 1727, depois de trinta e três dias de doença e agonia em seu corpo, onde se via ainda as chagas da paixão. Para corroborar seus escritos, a autópsia contatou que, realmente, seu coração estava vazado de lado a lado.
Santa Verônica Giuliani... Rogai por nós!